
Para Quem aprecia a poesia como uma arte de verbalizar sentimentos... Quem quiser comentar sobre poesia,desde poetas clássicos a contemporâneos podem adicionar meu end de e-mail deza_777@hotmail.com obrigada pela visita!
segunda-feira, 17 de maio de 2010

domingo, 25 de abril de 2010
À Sempre-Viva, em verdade,
Não deu perfume o Senhor
,Para não ser a vaidade
Sempre viva numa flor.
Quando eu morrer, trovadores,
Se me tendes, como irmão,
Enchei, enchei, como flores,
De trovas o meu caixão.
Senhor: tranqüilas e mansas,
As últimas tardes minhas,
Vendo, no pátio, crianças,
Vendo, no azul, andorinhas...
A vida de São Francisco
Foi um poema à pobreza:
Trocou os bens pelo Bem,
Sua única riqueza.
Venho de um mundo distante,
Venho de um mundo acabado,
Onde deixei, soluçante,
O último sonho enterrado.
Fez lembrar-me a voz do grilo,
Noite a dentro; aqui, ali,
A paz de um mundo tranqüilo,
Em que já cri... cri... cri... cri...
sábado, 16 de janeiro de 2010

POEMA ABANDONADO
Um poema abandonado
Numa página qualquer
Nunca d´ antes então lembrado
Como um velho bem-me-quer
Um poema enclausurado
Em sua linha diacrónica
Tanto tempo ali parado
Sua cegueira já é crônica
Rasgue o lacre grite o verso
Que o poema transcendeu
Esse sonho é tão perverso
Foi você quem concebeu
Malfadado beijo inverso
O poema aconteceu.
Julio Costa
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

De tudo ao meu amor serei atento
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Olhe aqui, olhos de azeviche
Vamos acertar as contas
porque é no dia de hoje
que cê vai embora daqui...
Mas antes, por obséquio:
Quer me devolver o equilíbrio?
Quer me dizer por que cê sumiu?
Quer me devolver o sono meu doril?
Quer se tocar e botar meu marcapasso pra consertar?
Quer me deixar na minha?
Quer tirar a mão de dentro da minha calcinha?
Olhe aqui, olhos de azeviche:
Quer parar de torcer pro meu fim
dentro do meu próprio estádio?
Quer parar de saxdoer no meu próprio rádio?
Vem cá, não vai sair assim...
Antes, quer ter a delicadeza de colar meu espelho?
Assim: agora fica de joelhos
e comece a cuspir todos os meus beijos.
Isso. Agora recolhe!
Engole a farta coreografia destas línguas
Varre com a língua esses anseios
Não haverá mais filho
pulsações e instintos animais.
Hoje eu me suicido ingerindo
sete caixas de anticoncepcionais.
Trata-se de um despejo
Dedetize essa chateação que a gente chamou de desejo.
Pronto: última revista
Leve também essa bobagem
que você chamou
de amor à primeira vista.
Olhos de azeviche, vem cá:
Apague esse gosto de pescoço da minha boca!
E leve esses presentes que você me deu:
essa cara de pau, essa textura de verniz.
Tire também esse sentimento de penetração
esse modo com que você me quis
esses ensaios de idas e voltas
essa esfregação
esse bob wilson erotizado
que a gente chamou de tesão.
Pronto. Olhos de azeviche, pode partir!
Estou calma. Quero ficar sozinha
eu co'a minha alma. Agora pode ir.
Gente! Cadê minha alma que estava aqui?
Elisa Lucinda
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Vida É o amor existencial.
Razão É o amor que pondera.
Estudo É o amor que analisa.
Ciência É o amor que investiga.
Filosofia É o amor que pensa.
Religião É o amor que busca a Deus.
Verdade É o amor que eterniza.
Ideal É o amor que se eleva.
Fé É o amor que transcende.
Esperança É o amor que sonha.
Caridade É o amor que auxilia.
Fraternidade É o amor que se expande.
Sacrifício É o amor que se esforça.
Renúncia É o amor que depura.
Simpatia É o amor que sorri.
Trabalho É o amor que constrói.
Indiferença É o amor que se esconde.
Desespero É o amor que se desgoverna.
Paixão É o amor que se desequilibra.
Ciúme É o amor que se desvaira.
Orgulho É o amor que enlouquece.
Sensualismo É o amor que se envenena.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.
Francisco Cândido Xavier